60 anos de Sucesso na Confeitaria. Qual o segredo?

Existem empresas que passam de geração a geração e desafiam crises, planos econômicos, mudanças de mercado, e faturam até hoje. Por trás do sucesso estão empreendimentos que se adaptam ao seu público, sem perder de vista o principal negócio. A equipe do PEGN foi conferir as estratégias de adaptação de uma tradicional confeitaria italiana de São Paulo para mostrar o que ela pode ensinar para o pequeno empresário.

As receitas emolduradas são um tesouro que contam um pouco de mais de 60 anos de história da confeitaria, que tem suas origens em Torino, na Itália.  Os Garrone, com tradição no ramo desde 1860, se mudaram para o Brasil depois da Segunda Guerra Mundial.  Trouxeram junto a arte de fazer doces.  Hoje o negócio é administrado pela quarta geração da família.

Agora, estão no comando os bisnetos do Enrico Garrone, o fundador do negócio. Entre eles o Salvatore e a Roberta Ferraro, que apostam na junção da tradição com a modernidade. Em primeiro lugar, a reciclagem permanente. “Aprendo em casa, aprendo trabalhando na fábrica, na parte administrativa, 24 horas por dia aprendendo”, fala o empresário Salvatore Ferraro.

Antes de assumir a fábrica, a empresária Roberta Ferraro foi para terra do bisavô. “Na Itália eu fui fazer um curso de confeitaria, justamente para resgatar essa tradição e conhecer esse universo do doce italiano, e já chegando no Brasil, eu não mudei muito os produtos, mas coloquei em prática as técnicas mais avançadas, modernas de produção”, conta Roberta.

O treinamento dos mais de 100 funcionários também é constante. Eles fazem mais de dois mil produtos por dia. Os doces não mudaram, mas a produção, sim. Ela foi centralizada em uma fábrica.

“Antigamente a fábrica era encostada, atrás da loja, então toda vez que fosse abrir uma loja tinha que abrir a fábrica junto. Então centralizar a produção abriu a oportunidade pra gente ter lojas menores em outros pontos da cidade”, conta Salvatore.

Do local saem produtos para as oito lojas da marca, em São Paulo. Nesses 66 anos de empresa, a maior mudança foi nos hábitos do consumidor. Antes a maioria levava os doces para comer em casa. Hoje a maioria come na loja, que ganhou ares de cafeteria. Se antes eles só vendiam doce, hoje metade do faturamento da confeitaria vem dos salgados com as bebidas.

Cada loja recebe cerca de 200 clientes por dia. O gasto médio é de R$ 14 por pessoa. Outro fator para o sucesso é a diversificação. Hoje, 35% do faturamento da marca vem de produtos próprios, vendidos em três redes supermercados da capital paulista.  Mas também é preciso fazer barulho e melhorar a comunicação.

“O que a gente tem hoje em dia é esse negócio do feito à mão, a gente está usando bastante as redes sociais, nossas mídias, para contar essa história para o público mais jovem e está dando muito certo”, afirma Salvatore.

Essa modernização passa também pela busca de novos canais de venda. A confeitaria moderna virou itinerante. Leva os doces até o cliente, o chamado 'food bike'.  É uma bicicleta vendedora de sonhos. Chega a vender mil unidades num só dia de evento. As três que circulam pela cidade respondem por 5% do faturamento da marca.

Publicado originalmente em PEGN.




Se gostou desse post compartilhe nas redes sociais e deixe seu comentário!



Deixe seu comentário

comentários



Deixe seu comentário

comentários